Almas mortas

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Resenha

Almas Mortas e O Inspetor Geral, de Gogol, constituiram dois marcos extraordinarios na historia da literatura russa. Ali, ate o inicio do seculo XIX, as obras formadoras e dominantes da lingua haviam sido as do poema e da epica, sobretudo as de Lomonossov e as de Puschkin. Com Gogol, a prosa adquiriu o status de arte e a realidade do pais revelou-se, com o espanto de muitos, para alem de sua aparente leveza de burla, um retrato amargo, impiedoso e grotesco da sociedade. Por isso mesmo, a ideia central do romance, sugerida por Puschkin apos a leitura de uma nota jornalistica, permitiu a Gogol pintar brilhantemente uma enorme variedade de personagens, cuja forca reside em seu poder de caracterizacao do universal pelo especifico, o que levou Puschkin a dizer, apesar de toda comicidade ali destilada: eu nao ri, chorei, Deus, como e triste a nossa Russia . Assim, a denominacao almas mortas constitui nao apenas a metafora de um golpe ou de uma pratica ardilosa no regime czarista, mas ainda uma expressao de ate onde pode ir o decaimento do espirito humano, a contradicao em que ele pode entrar com todo o padrao etico e fundamento religioso da existencia. Este duplo retrato e o que certamente torna perene a obra, o riso gogoliano que, ate hoje, chega ao leitor, nao so em sua textualidade autoral, como no rastro que deixou na literatura de Turgueniev, Dostoievski, Babel, na poesia e no teatro, o que representa, sem duvida, o signo maior da visao e da forca de linguagem deste escritor russo-ucraniano. N. Cunha e J. Guinsburg

Nome do Autor

Gogol, Nikolai

Editora

Perspectiva

Dimensão

21,0x12,5x2,4cm

Peso

0.448

Categorização

Romance; Literatura Russa; Rus
Literatura Romantica

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